ESCOLA BÁSICA E
SECUNDÁRIA DE VILA COVA
Ano letivo
2011/12
Tópicos
de realização
Período de leitura: 1º
Período
Nome do escritor(a):
Teolinda Gersão
Título da obra:
Histórias de Ver e Andar - Segurança
Editor: Dom Quixote
Local e data de edição:
1ª e 2ª edição 2002
Informações sobre o escritor/a:
Teolinda Gersão (Coimbra, 1940)
é uma escritora e professora universitária portuguesa. Estudou Germanística e Anglística nas Universidades de Coimbra, Tuebingen e Berlim,
foi Leitora de Português na Universidade Técnica de Berlim, docente na Faculdade
de Letras de Lisboa e posteriormente professora catedrática da Lisboa, onde
ensinou Literatura Alemã e Literatura Comparada até 1995. A partir dessa data passou
a dedicar-se exclusivamente à literatura. Além da permanência de três anos na Alemanha viveu dois anos em São Paulo
(reflexos dessa estada surgem em alguns textos de Os Guarda-Chuvas
Cintilantes, 1984), e conheceu Moçambique, cuja capital, então Lourenço
Marques, é o lugar onde decorre o romance de 1997 A Árvore das Palavras.
Bibliografia do escritor/a:
Bibliografia da autora:- Silêncio
- Paisagem com Mulher e Mar ao
Fundo (1982)
- História do Homem na Gaiola e
do Pássaro Encarnado
- Os Guarda-Chuvas Cintilantes
- O Cavalo de Sol (1984)
- A Casa da Cabeça de Cavalo
- A Árvore das Palavras
- Os Teclados
- Os Anjos
- Histórias de Ver e Andar
- O Mensageiro e Outras Histórias
com Anjos
Resumo da obra
Esta história fala de um homem que fez uns exames para saber se tinha cancro
e antes de saber o resultado fez um voto: o de doar um milhão de dólares a uma
instituição de caridade, se o resultado fosse negativo. Até saber o resultado o
homem andava muito em baixo, nunca queria falar com ninguém. Depois de saber
que o resultado era negativo, o homem ficou muito mais feliz e voltou ao
trabalho. Alguns meses depois começou a sonhar que caminhava e que o matavam.
Consultou psicólogos mas não o ajudaram. Decidiu fazer uma viagem. Durante a viagem continuou a ter os mesmos sonhos.
Começou a pensar em cumprir a promessa, mas depois achou que os sonhos não
tinham relação nenhuma com a promessa (dinheiro), mas mesmo assim pensava em
cumpri-la. No último dia das suas férias decidiu ir caminhar pela praia.
Sentia-se em segurança, por causa dos seguranças que ali estavam. Mas, de
repente, alguém o atacou com um cassetete. Quando olhou, pareceu-lhe que tinha
sido o segurança que o tinha agredido. Mas já foi tarde. Já não teve tempo para
saber.”
Excerto
“Na última noite em que ligou pareceu-lhe que o interlocutor não o
acreditava, quando ele falava simplesmente em medo, tomava o que ele dizia como
uma situação de facto e procurava levá-lo a encará-la de frente. O que em nada
o ajudava, achou desligando com um gesto brusco: não queria ser confrontado com
algo que não existia (Que ainda não
existia?). Deixou de telefonar e tudo ficou mais difícil. Numa das noites bebeu
quase uma garrafa de uísque. Na manhã seguinte sentiu-se tão mal que telefonou
à secretária: Não iria ao escritório nessa manhã e não queria ser incomodado.
Não, não precisava de nada, gritou-lhe, não o ouvira dizer que não queria ser
incomodado? Ou estava surda?
Tinha as mãos a tremer quando leu o envelope. Negativo. Leu várias vezes a
folha de papel, do princípio ao fim, como se não entendesse as palavras. Depois
começou a rir, esfregando as mãos, meteu o envelope no bolso e foi tomar um
uísque no bar da esquina. Era um homem novo quando reentrou no escritório.”
Comentário à obra
Esta história é baseada em histórias que acontecem no dia-a-dia. Na minha
opinião esta história está muito bem construída pois tem muita caracterização
do espaço e do tempo. Recomendo pois acho que quem ler este livro o vai achar
muito interessante, tal como eu achei.
Sem comentários:
Enviar um comentário