Proposta de correção do 4ºteste escrito de avaliação
12/3/2012
Português – 10º A
Parte I
Texto 1
1.1) A primeira parte corresponde às duas quadras e a segunda aos dois tercetos.
Texto 1
1.1) A primeira parte corresponde às duas quadras e a segunda aos dois tercetos.
1.2) A
primeira descreve a forma como o girassol acompanha a trajetória do Sol acima
da linha do horizonte e a forma como esta flor é influenciada pela sua luz.
1.3)
1.3.1. O
interlocutor é a mulher amada, á qual se dirige através da apóstrofe “Meu Sol”.
1.3.2.
Através da metáfora, o sujeito poético identifica-se com um girassol e á forma
como este depende do Sol, tal como ele vive inteiramente na dependência do objeto
do seu amor.
1.4)
1.4.1. O
recurso aí presente é a hipérbole.
1.4.2.
Através deste recurso, o sujeito poético hiperboliza a mulher amada, exagerando
as suas qualidades e conferindo-lhe até o poder de “criar”.
1.5) Ao
longo deste soneto, o sujeito poético identifica-se como o girassol “Uma admirável
erva” e identifica a mulher amada com o Sol. Tal como o Sol faz florescer o
girassol, também a amada do sujeito lírico alegra a sua “alma”. De igual modo,
assim como o girassol “emurchece e se descora” quando o Sol se põe, também o
sujeito, na ausência da mulher amada “se murcha e se consome em grão tormento”.
2) O Poema é um soneto, logo constituído por duas quadras e dois tercetos.
Quanto á métrica, a medida do verso é decassilábica. O esquema rimático é ABBA
ABBA CDE DEC, isto é, a rima é emparelhada e interpolada nas quadras e cruzada
e interpolada nos tercetos.
Texto 2
Texto 2
1.1. a)
NP; b) V c) F; d) V.
Parte II
1.1. a. A obra de Camões, que desempenha um papel importante no crescimento da língua portuguesa, relata as contradições do mundo complexo do seu tempo. (introduz uma oração subordinada adjetiva relativa explicativa).
b. A obra de Camões proporciona-nos um encontro com a nossa história porque
a sua poesia foi utilizada, ao longo dos tempos, como bandeira e como símbolo
nacional.
c. A poesia de Camões é dinâmica e, do ponto de vista cultural e artístico, densa e rica, logo a leitura da sua obra é um instrumento para abrirmos o presente e o futuro.
2. A) Um verbo auxiliar aspectual +preposição ”de”+ verbo infinitivo. B) Um verbo auxiliar modal +preposição “de” +verbo no infinitivo. C) Verbo copulativo.
3.
c. A poesia de Camões é dinâmica e, do ponto de vista cultural e artístico, densa e rica, logo a leitura da sua obra é um instrumento para abrirmos o presente e o futuro.
2. A) Um verbo auxiliar aspectual +preposição ”de”+ verbo infinitivo. B) Um verbo auxiliar modal +preposição “de” +verbo no infinitivo. C) Verbo copulativo.
3.
Frase com transitivo direto.
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Na poesia de Camões encontramos a paixão individual e colectiva.
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Frase com verbo transitivo indireto.
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Camões oferece uma poesia para abrir o nosso presente e o nosso futuro.
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Frase com verbo transitivo direto e indireto.
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A poesia camoniana dá-nos a possibilidade de compreendermos o nosso mundo
em mudança.
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Frase com verbo transitivo predicativo.
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Todos o consideram um grande poeta.
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Na primeira quadra, o sujeito defende a tese de que tudo muda: os tempos, as vontades, o ser, a confiança, enfim, o mundo. Na segunda quadra, desenvolve a tese apresentada, reforçada pelo advérbio “continuamente”, colocado de forma a realçar precisamente a constância da mudança. Acrescenta, no entanto, os efeitos negativos da mudança: as mágoas e as saudades. No primeiro terceto, exemplifica a ideia desenvolvida. Recorre ao exemplo das estações do ano para mostrar como a inflexível passagem do tempo provoca efeitos nefasto no seu estado de espirito “em mim, converte em choro o doce canto”. O segundo terceto estabelece um contraste com o que é dito anteriormente, num contraste marcado pela conjunção copulativa “e”, que assume o mesmo valor um valor adversativo.
Não apresenta uma conclusão que confirme a tese defendida, acrescenta-lhe um novo elemento – nada muda como era costume, a própria mudança já não ocorre como antigamente. Apesar de fechar o soneto e não ser explorada, esta ideia reforça a tese inicial de que tudo muda, até a própria mudança.
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