quarta-feira, 4 de abril de 2012


Proposta de correção do 4ºteste escrito de avaliação 12/3/2012

Português – 10º A

Parte I
Texto 1

1.1) A primeira parte corresponde às duas quadras e a segunda aos dois tercetos.

1.2) A primeira descreve a forma como o girassol acompanha a trajetória do Sol acima da linha do horizonte e a forma como esta flor é influenciada pela sua luz.

1.3)                                                                                                          

1.3.1. O interlocutor é a mulher amada, á qual se dirige através da apóstrofe “Meu Sol”.

1.3.2. Através da metáfora, o sujeito poético identifica-se com um girassol e á forma como este depende do Sol, tal como ele vive inteiramente na dependência do objeto do seu amor.

1.4)                   

1.4.1. O recurso aí presente é a hipérbole.

1.4.2. Através deste recurso, o sujeito poético hiperboliza a mulher amada, exagerando as suas qualidades e conferindo-lhe até o poder de “criar”.

1.5) Ao longo deste soneto, o sujeito poético identifica-se como o girassol “Uma admirável erva” e identifica a mulher amada com o Sol. Tal como o Sol faz florescer o girassol, também a amada do sujeito lírico alegra a sua “alma”. De igual modo, assim como o girassol “emurchece e se descora” quando o Sol se põe, também o sujeito, na ausência da mulher amada “se murcha e se consome em grão tormento”.

2) O Poema é um soneto, logo constituído por duas quadras e dois tercetos. Quanto á métrica, a medida do verso é decassilábica. O esquema rimático é ABBA ABBA CDE DEC, isto é, a rima é emparelhada e interpolada nas quadras e cruzada e interpolada nos tercetos.

Texto 2

1.1. a) NP; b) V c) F; d) V.


Parte II

1.1. a. A obra de Camões, que desempenha um papel importante no crescimento da língua portuguesa, relata as contradições do mundo complexo do seu tempo. (introduz uma oração subordinada adjetiva relativa explicativa).

b. A obra de Camões proporciona-nos um encontro com a nossa história porque a sua poesia foi utilizada, ao longo dos tempos, como bandeira e como símbolo nacional.
c. A poesia de Camões é dinâmica e, do ponto de vista cultural e artístico, densa e rica, logo a leitura da sua obra é um instrumento para abrirmos o presente e o futuro.
2. A) Um verbo auxiliar aspectual +preposição ”de”+ verbo infinitivo. B) Um verbo auxiliar modal +preposição “de” +verbo no infinitivo. C) Verbo copulativo.
3.

Frase com transitivo direto.
Na poesia de Camões encontramos a paixão individual e colectiva.
Frase com verbo transitivo indireto.
Camões oferece uma poesia para abrir o nosso presente e o nosso futuro.
Frase com verbo transitivo direto e indireto.
A poesia camoniana dá-nos a possibilidade de compreendermos o nosso mundo em mudança.
Frase com verbo transitivo predicativo.
Todos o consideram um grande poeta.

 Parte III
Na primeira quadra, o sujeito defende a tese de que tudo muda: os tempos, as vontades, o ser, a confiança, enfim, o mundo. Na segunda quadra, desenvolve a tese apresentada, reforçada pelo advérbio “continuamente”, colocado de forma a realçar precisamente a constância da mudança. Acrescenta, no entanto, os efeitos negativos da mudança: as mágoas e as saudades. No primeiro terceto, exemplifica a ideia desenvolvida. Recorre ao exemplo das estações do ano para mostrar como a inflexível passagem do tempo provoca efeitos nefasto no seu estado de espirito “em mim, converte em choro o doce canto”. O segundo terceto estabelece um contraste com o que é dito anteriormente, num contraste marcado pela conjunção copulativa “e”, que assume o mesmo valor um valor adversativo.
Não apresenta uma conclusão que confirme a tese defendida, acrescenta-lhe um novo elemento – nada muda como era costume, a própria mudança já não ocorre como antigamente. Apesar de fechar o soneto e não ser explorada, esta ideia reforça a tese inicial de que tudo muda, até a própria mudança.


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