quarta-feira, 4 de abril de 2012


Proposta de correção do 3ºteste escrito de avaliação 8/2/2012

Português – 10º A
Parte I
Texto A

1.       A: Texto breve que contém uma vertente de reflexão sobre o quotidiano, como mostram as considerações da cronista sobre as alterações urbanísticas de Cascais “Cascais está a abarrotar de edifícios… hotel em cima”.

B: A primeira fase da crónica ilustra bem a subjetividade que caracteriza a crónica, sendo exemplo também o discurso na primeira pessoa. A crítica perpassa toda a crónica, como por exemplo em “Até a casa do ex-rei de Itália é um hotel!”; “Mas, olhamos, olhamos e não estamos em Cascais”.

C: A confirmar a afirmação da sua enfermidade está o facto de a crónica ter sido publicada num jornal. Existem crónicas literárias que não têm como objetivo divulgar informação, mas refletir sobre acontecimentos dando conta da subjetividade do sujeito da enunciação e da sua forma de ver o mundo. Esta crónica embora não seja literária, aproxima-se da definição anterior pela descrição que a autora faz da sua vida em Cascais, das impressões que regista quando lá regressa.

D: A linguagem é simples, mas muito expressiva, particularmente nas passagens em que traduz grande emotividade, como é o caso do quarto parágrafo. A linguagem é informal, aproximando-se do literário pelo recurso a efeitos estéticos como sejam a comparação, a enumeração, a exclamação.

2.       Todo o primeiro parágrafo contém elementos biográficos. Outros elementos são, por exemplo, a referência o fim de um relacionamento.

3.       Nesta crónica, apesar do movimento que a caracteriza, existem omentos descritivos, como por exemplo, “A vila era luminosa, passeava-se pelas ruas, havia espaço para as pessoas.”

4.       A expressão dá conta de uma alteração dolorosa na sua vida – morte ou separação -, no entanto a expressão suaviza o acontecimento por meio de um eufemismo.

5.       A autora recorre àquele verso para expressar a ideia de que o que uns consideram “uma terra bonita”, cheia de melhoramentos poderá ser uma desilusão para outros por a acharem descaraterizada.

6.       Lugares

6.1.  Domínio frásico/interfrásico, mecanismo: conetores, pontuação. Domínio referencial, mecanismo: elipse.

7.1. Exemplo de referência deíctica pessoal: “E eu que me gabo de ser racional…”. Elementos que identificam o sujeito da enunciação. Referência deíctica temporal “Até ontem”. Coordenada temporal tendo por referência o momento da enunciação.

Texto B  

1.       Emissor Anne Frank; recetor Kitty, destinatário fictício, porque o diário é um texto de carácter intimista destinado a ser lido unicamente pelo sujeito da enunciação.

2.       A razão da excitação e impaciência prende-se com a possibilidade de a Turquia ter entrado na guerra contra a Alemanha nazi.

3.1. Expressões do texto que auxiliam à contextualização histórico política: “Afinal a Turquia ainda não entrou em guerra”; “O “Führer” de todos os germânicos falou…”.

3.2. O meio de comunicação fundamental durante a 2ªGuerra Mundial era o rádio.

3.3. A metáfora utilizada na expressão “teatro de marionetas” sugere a manipulação das notícias transmitidas durante a guerra.

Parte II

1.       a) As aldeias das quais os sul-americanos foram expulsos ficaram desertas.

b) O planeta inteiro que cada homem traz consigo é desigual.

c) O Europeu acorda todas as manhãs ao som do seu rádio que é japonês.

1.1. a) e b) Orações subordinadas adjetivas restritivas. c) e d) Orações subordinadas adjetivas explicativas.

 c) A floresta tropical de chuva, que é um ecossistema riquíssimo, é defendida pelos ecologistas.

d) O teixo, que anteriormente se pensava não ter utilidade, é precioso.

2. Cela (espaço) / sela (verbo selar ou assento); houve (existir) /ouve (verbo ouvir); Apreçar (saber preço) /apressar (acelerar); cheque (forma de pagamento) / xeque (lance de jogo de xadrez); Concerto (espetáculo) / conserto (arranjo); cinto (acessório de vestuário) / sinto (verbo sentir).

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