Proposta de correção do 3ºteste escrito de avaliação 8/2/2012
Português – 10º A
Parte ITexto A
1.
A: Texto breve que contém uma vertente de reflexão sobre
o quotidiano, como mostram as considerações da cronista sobre as alterações
urbanísticas de Cascais “Cascais está a abarrotar de edifícios… hotel em cima”.
B: A primeira fase da crónica ilustra
bem a subjetividade que caracteriza a crónica, sendo exemplo também o discurso
na primeira pessoa. A crítica perpassa toda a crónica, como por exemplo em “Até
a casa do ex-rei de Itália é um hotel!”; “Mas, olhamos, olhamos e não estamos
em Cascais”.
C: A confirmar a afirmação da sua
enfermidade está o facto de a crónica ter sido publicada num jornal. Existem
crónicas literárias que não têm como objetivo divulgar informação, mas refletir
sobre acontecimentos dando conta da subjetividade do sujeito da enunciação e da
sua forma de ver o mundo. Esta crónica embora não seja literária, aproxima-se
da definição anterior pela descrição que a autora faz da sua vida em Cascais,
das impressões que regista quando lá regressa.
D: A linguagem é simples, mas muito
expressiva, particularmente nas passagens em que traduz grande emotividade,
como é o caso do quarto parágrafo. A linguagem é informal, aproximando-se do
literário pelo recurso a efeitos estéticos como sejam a comparação, a
enumeração, a exclamação.
2.
Todo o primeiro parágrafo contém elementos biográficos.
Outros elementos são, por exemplo, a referência o fim de um relacionamento.
3.
Nesta crónica, apesar do movimento que a caracteriza,
existem omentos descritivos, como por exemplo, “A vila era luminosa,
passeava-se pelas ruas, havia espaço para as pessoas.”
4.
A expressão dá conta de uma alteração dolorosa na sua
vida – morte ou separação -, no entanto a expressão suaviza o acontecimento por
meio de um eufemismo.
5.
A autora recorre àquele verso para expressar a ideia de
que o que uns consideram “uma terra bonita”, cheia de melhoramentos poderá ser
uma desilusão para outros por a acharem descaraterizada.
6.
Lugares
6.1. Domínio
frásico/interfrásico, mecanismo: conetores, pontuação. Domínio referencial,
mecanismo: elipse.
7.1. Exemplo de
referência deíctica pessoal: “E eu que me gabo de ser racional…”. Elementos que
identificam o sujeito da enunciação. Referência deíctica temporal “Até ontem”.
Coordenada temporal tendo por referência o momento da enunciação.
Texto B
1.
Emissor Anne Frank; recetor Kitty, destinatário fictício,
porque o diário é um texto de carácter intimista destinado a ser lido
unicamente pelo sujeito da enunciação.
2.
A razão da excitação e impaciência prende-se com a
possibilidade de a Turquia ter entrado na guerra contra a Alemanha nazi.
3.1. Expressões
do texto que auxiliam à contextualização histórico política: “Afinal a Turquia
ainda não entrou em guerra”; “O “Führer” de todos os germânicos falou…”.
3.2. O meio de
comunicação fundamental durante a 2ªGuerra Mundial era o rádio.
3.3. A metáfora
utilizada na expressão “teatro de marionetas” sugere a manipulação das notícias
transmitidas durante a guerra.
Parte II
1.
a) As aldeias das quais os sul-americanos foram expulsos
ficaram desertas.
b) O
planeta inteiro que cada homem traz consigo é desigual.
c) O Europeu
acorda todas as manhãs ao som do seu rádio que é japonês.
1.1. a) e b) Orações subordinadas adjetivas restritivas. c) e d) Orações
subordinadas adjetivas explicativas.
c) A floresta tropical de chuva, que
é um ecossistema riquíssimo, é defendida pelos ecologistas.
d) O teixo, que anteriormente se pensava não ter utilidade, é precioso.
2. Cela (espaço) / sela (verbo selar ou assento); houve (existir) /ouve
(verbo ouvir); Apreçar (saber preço) /apressar (acelerar); cheque (forma de
pagamento) / xeque (lance de jogo de xadrez); Concerto (espetáculo) / conserto
(arranjo); cinto (acessório de vestuário) / sinto (verbo sentir).
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